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Passo a passo de como vender no Facebook

22 maio

Com mais de 500 milhões de pessoas conectadas todos os dias, o Facebook é o maior fenômeno nos últimos tempos tanto na internet como no mundo dos negócios.

As empresas estão enxergando a rede de Zuckerberg um canal também para aumentar o faturamento.

O social commerce, uma nova tendência, consiste em usar as redes sociais como uma plataforma de vendas. Ainda embrionário aqui no Brasil, permite à empresa conquistar novos consumidores e impulsionar as vendas.

O especialista em marketing digital e diretor da agência Cookie Web, Natan Sztamfater, esse momento representa uma nova era para a internet. “Faltava esse tempero para que o momento da compra ficasse ainda mais interessante do que na loja física.”

Iniciativa

Um que já esta usando este modelo é o site de compras coletivas Clube do Desconto. Eles começaram a usar o Facebook como plataforma de venda há quase dois meses e segundo o diretor de marketing da empresa, Sergio Balcheriene, o público tem dado um retorno positivo ao novo modelo de vendas. “Em um mês vendemos 5 mil vouchers direto pelo Facebook”, conta. Isso representa cerca de 5% das compras no período. ” A gente espera chegar nos 15% até julho” diz.

A compra pela rede social estreita o caminho do usuário e a empresa. ” A venda é baseada na recomendação de pessoas que você acompanha ou confia” explica Sztamfater.” Encurtar o caminho de compra é um grande benefício” enfatiza Balcheriene.

Dicas

Para entrar nessa onda, o primeiro passo é ter uma página bem feita na rede. As informações da sua empresa precisam estar claras e interessantes. tenha “conteúdo relevante” como principal diretriz.” ensina Sztamfater.

A página da empresa no Facebook deve ser como uma vitrine, “Oferecer os produtos compondo um look ou organizando por categoria permite ao usuário curtir e comprar direto na rede social” ensina o diretor da Cookie Web.

Existem diversas ferramentas que o usuário possa recomendar e divulgar sua loja na web. A ShopTab ajuda na tarefa – basta inserir os itens na plataforma que ela organiza a página. Coca-Cola e Barneys New York ja usam em suas páginas.

O interessante no dia dia é incentivar clientes que visitam a loja física a compartilhar sua localização ou recomendar seus produtos através da rede. “Isso exige um trabalho direto e pessoal com os principais clientes  para construir uma ligação em que ele aceite curtir, recomendar ou fazer check in na loja”, diz Sztamfater.

O processo é de formiguinha, mas a médio e longo prazo o resultado é satisfatório. “O consumidor é impactado pelo curtir do amigo o que vale muito mais que publicidade em qualquer outra mídia” explica o especialista.

Outra sugestão para aumentar o número de fãs é oferecer informações e promoções a quem curte a página. ” Isso pode ser feito direto no site da empresa adicionando um box do Facebook na página” explica.

O custo para a criação de um social commerce é relativo. Segundo Sztamfater, pode se começar com um baixo investimento, mas os resultados não serão altos logo de cara. “Apesar de ser uma grande tendência, é muito difícil apoiar um negócio apenas nessa funcionalidade. Para os pequenos, os resultados ainda não devem ser tão grandes, mas a ferramenta serve como um agregador de vendas e, com certeza, ajuda a fidelizar ainda mais os clientes”, explica.

Empreendedorismo

No embalo do crescimento do social commerce, já começam a surgir novos negócios. É o caso da Like Store. Recém-criado, o serviço permite que qualquer página da rede social se torne em uma loja virtual.

Em fase de testes, o serviço deve estar disponível ao público geral na próximas semanas. “As pequenas empresas vão poder navegar por um ambiente de administrador, onde vai ser possível incluir produtos, calcular preços e organizar a loja”, conta. Para gabriel Borges, idealizador da Like Store, a usabilidade do Facebook deve ajudar a alavancar as vendas, visando 150 mil transações com um ticket médio de R$ 120 reais, totalizando 18 milhões.

A Like Store é a primeira no país a usar essa plataforma, baseada na americana Payvmente. Borges que irá investir R$ 1 milhão no decorrer do ano e diz que o valor deve ser recuperado no mesmo ano.

Uma coisa é certa, com tantas lojas virtuais que estão surgindo durante os últimos dois anos, o diferencial de uma pra outra será a segurança que irá passar ao consumidor.


 

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